Apresento-vos o Plano A. Ou, como conhecido no alfabeto hebraico, Tochnit Aleph. Sinto orgulho por ser quem sou. Nós, judeus, sentimos e guardamos sentimentos que só quem passou e viu o que vimos, é capaz de entender. Os guetos, os quartos, os caminhões, cada gota de sangue.
Contrariando o que pensam, não odiamos apenas os capitães, os responsáveis, as pessoas que seguravam armas, que nos colocavam em câmaras de ar, ou que torturavam não só a nós, mas a nossos pais, e irmãos. A nossa família.
Quem nós odiávamos? Odiávamos cada alemão, e cada polonês que ainda respirassem. Odiávamos as pessoas capazes de pegar pelos calcanheres um bebê aos berros e esmagar seu crânio contra uma parede de tijolos. Odiávamos seres que seriam capazes de conduzir outros para ruas fértidas e medievais e deixá-los morrer de fome, de modo que seus corpos fossem comidos por cachorros famintos e abandonados. Odiávamos também, pessoas que nos iludiam dizendo que seríamos restabelecidos no leste, mas que apenas nos enganavam para subirmos em trens construídos para transportar gados, e que depois iriam nos dividir em duas partes-para a esquerda e para a direita- e se faziam demônios responsaveis pelo julgamento, ao deciderem quem deveria viver e quem deveria morrer. Odiávamos as pessoas que nos maltratavam, nos chicoteavam, e nos empurravam em galpões de concreto, onde diziam que iriamos ser limpos, pois estávamos infectados como animais picados por moscas-mentiam mesmo no último momento-, e nos observavam enquanto esperávamos pela água que nunca vinha, e que na verdade essa água seria gáz Zyklon B. Odiávamos pelo plano que tinham de nos retirar da face da terra, de destruir nossas lápides, e rasgar o últero das nossas mães.
Quando um homem arde com uma raiva tão incandescente quanto essa, aquecida ainda mais pelo conhecimento de que o resto do mundo está pronto para dar de ombros e seguir seu caminho, ele está preparado para fazer qualquer coisa. Plano Aleph: envenenar o sistema de água da Alemanha. Reconheci que com apenas um giro de torneira, iriamos matar sem distinções entre nazistas ativos e cidadãos alemães comuns; entre criminosos de guerra diretos e espectadores silenciosos. Não conseguiriamos um terço do número que eles conseguiram, matando a nossa raça; mas pelo menos, 1 milhão de arianos, seriam mortos, assim como nós fomos: sem distinção. Crianças, bebês, idosos,adultos, adolescentes. Queria poder ouvir o último batimento de cada coração daquela cidade.
Quem nós odiávamos? Odiávamos cada alemão, e cada polonês que ainda respirassem. Odiávamos as pessoas capazes de pegar pelos calcanheres um bebê aos berros e esmagar seu crânio contra uma parede de tijolos. Odiávamos seres que seriam capazes de conduzir outros para ruas fértidas e medievais e deixá-los morrer de fome, de modo que seus corpos fossem comidos por cachorros famintos e abandonados. Odiávamos também, pessoas que nos iludiam dizendo que seríamos restabelecidos no leste, mas que apenas nos enganavam para subirmos em trens construídos para transportar gados, e que depois iriam nos dividir em duas partes-para a esquerda e para a direita- e se faziam demônios responsaveis pelo julgamento, ao deciderem quem deveria viver e quem deveria morrer. Odiávamos as pessoas que nos maltratavam, nos chicoteavam, e nos empurravam em galpões de concreto, onde diziam que iriamos ser limpos, pois estávamos infectados como animais picados por moscas-mentiam mesmo no último momento-, e nos observavam enquanto esperávamos pela água que nunca vinha, e que na verdade essa água seria gáz Zyklon B. Odiávamos pelo plano que tinham de nos retirar da face da terra, de destruir nossas lápides, e rasgar o últero das nossas mães.
Quando um homem arde com uma raiva tão incandescente quanto essa, aquecida ainda mais pelo conhecimento de que o resto do mundo está pronto para dar de ombros e seguir seu caminho, ele está preparado para fazer qualquer coisa. Plano Aleph: envenenar o sistema de água da Alemanha. Reconheci que com apenas um giro de torneira, iriamos matar sem distinções entre nazistas ativos e cidadãos alemães comuns; entre criminosos de guerra diretos e espectadores silenciosos. Não conseguiriamos um terço do número que eles conseguiram, matando a nossa raça; mas pelo menos, 1 milhão de arianos, seriam mortos, assim como nós fomos: sem distinção. Crianças, bebês, idosos,adultos, adolescentes. Queria poder ouvir o último batimento de cada coração daquela cidade.
Esta é a fúria de alguém que viu demais o próprio sangue ser derramado. Pois este era o Plano A, cujo objetivo era matar, com um único golpe, não menos que 1 milhão de alemães. E eu não questionei o líder do plano por um momento sequer. Será feito.
Nenhum comentário:
Postar um comentário